NÃO!

Outro dia assisti Embrace, o documentário do Netflix sobre aceitação e valorização do próprio corpo.
É lindo! Foi a segunda vez que vi e chorei tanto quanto da primeira vez.

Aceitar o próprio corpo e ter uma relação de paz e prazer com os alimentos é para mim sinal de saúde em equilíbrio. Isso pode significar comer o tal cookie que o filho fez, não fazer exercício quando o corpo esta fisicamente cansado, comer só por prazer esporadicamente.

Tudo bem. Tudo bem respeitar vontades e o prazer do paladar. Tudo bem não fazer sacrifícios até o limite se não você não tem prazer nisso. Tudo bem ter leveza e não cobrança em nas refeições. Tudo bem não sentir peso na consciência ao comer – aliás, excelente.

Aceitar seu corpo é se olhar no espelho e amar o que vê. É se sentir bem dentro do próprio corpo. É se sentir linda independente da roupa. É ver valor na essência e nas atitudes em primeiro lugar.

É ter a liberdade de se sentir bem dentro do próprio corpo!

Acontece que a liberdade de se sentir bem dentro do próprio corpo é respeitar o tal corpo. 
É, como uma amiga disse outro dia, praticar auto-amor.
Ou seja, não é comer tudo ou qualquer coisa sem pensar.

É pensar na reação do seu corpo quando você come isso ou aquilo. Não por contar calorias.
É comer o suficiente. Não até se sentir enfastiada.
É praticar alguma atividade física (qualquer uma) pois músculo é necessário para se manter em pé. Não pelo padrão de beleza
É dormir o suficiente para se recuperar. Não como fuga.
É nutrir corpo e mente com prazer e nutrientes. Não comer sem pensar.
É ter prazer em cada refeição. Não ter prazer apenas nas refeições.
É comer só por prazer esporadicamente. Não para anestesiar dores e sentimentos.

Aceitar o corpo é viver em paz, escolhendo se amar e cuidar de você cada refeição, independente do tamanho da calça ou do número na balança.

Já parou para refletir sobre sua relação com seu corpo?
Assista Embrace e me conte sua percepção.

beijos mil 
Karelin